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TEATROMOSCA
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MUSCARIUM#12

Entre 4 e 20 de setembro, o teatromosca organizará a última edição do MUSCARIUM enquanto festival de artes performativas no formato em que se realizou nos últimos 12 anos. O MUSCARIUM#12 fará uma forte aposta em residências artísticas, destacando-se a parceria com o Colectivo Glovo, o laboratório de criação artística inclusivo, promovido com o Festival Clarão, e um conjunto de iniciativas desenvolvidas com o koletivo Unidigrazz, para além do acolhimento de laboratórios criativos do Quorum Ballet, de Diogo Andrade ou do Teatro À Faca. A programação inclui ainda concertos, exposições, cinema e espetáculos em vários espaços do concelho de Sintra, culminando, a 20 de setembro, numa grande celebração comunitária no Largo Rainha D. Amélia, em frente ao Palácio Nacional de Sintra, com espetáculos surpreendentes do LAMA Teatro, do artista catalão Joan Català, e da companhia galega Colectivo Glovo, para além de um dj set e uma "mega-cachupa" comunitária... tudo com entrada livre. Esta edição encerra um ciclo marcado pela ocupação artística de lugares improváveis e pela criação de experiências culturais únicas, memoráveis, em Sintra, em carruagens de comboios, em jardins e praças públicas, em auditórios, quintas e quintais e até mesmo telhados de centros culturais. Em 2026, enterramos o festival MUSCARIUM, apenas para o fazer (re)nascer das cinzas, em 2027 - num formato que será renovado a cada ano -, dedicado exclusivamente à Dramaturgia Contemporânea para Públicos Jovens...
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Enterrar o MUSCARIUM para o fazer (re)nascer... das cinzas [continuar a ler]

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

LABORATÓRIOS DE CRIAÇÃO E RESIDÊNCIAS
EXPOSIÇÕES
ESPETÁCULOS [TEATRO / DANÇA]
ENCONTROS E OUTRAS AÇÕES DE MEDIAÇÃO
CINEMA
CONCERTOS E DJ SETS

EXPOSIÇÕES

inauguração
​4 setembro > 21h

​[fotografias de cena]
Vozes Material

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de​Tânia Cadima
​com curadoria da HIPÉRION Projeto Teatral
no AMAS
- Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
até final de dezembro

Esta exposição reúne imagens de cena que atravessam os universos poéticos, políticos e fantasmáticos das criações teatrais da HIPÉRION Projeto Teatral. Entre ruína, memória e silêncio, a exposição transforma a fotografia num vestígio vivo de corpos, gestos e acontecimentos que persistem para além do palco. Inspiradas por obras de Heiner Müller, estas imagens interrogam a despersonalização da História, a fragilidade da linguagem e os limites da condição humana contemporânea. Mais do que documentar, cada fotografia afirma-se como matéria sensível e traumática, onde luz, tempo e presença poderão continuar em confronto dentro do olhar do espetador. Integrada no MUSCARIUM#12, a exposição inaugura a 4 de setembro, às 21h, no AMAS – Auditório Municipal António Silva, e aí ficará patente até ao final do ano. 

entrada livre

Cinema

4 setembro > 21.30h
​[filme português]

Entroncamento

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realizado por Pedro Cabeleira
no AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
M/16 | 131 minutos aprox.

Em fuga de um passado turbulento, Laura refugia-se no Entroncamento para reconstruir a sua vida. Dividida entre um emprego honesto e os esquemas do pequeno crime, cruza-se com uma juventude desencantada não muito diferente de si. Nas ruas da cidade ferroviária sobressaem as lealdades, a ganância, a violência e a má sorte – onde toda a gente só quer uma vida melhor.

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CONCERTOS E DJ SETS

5 setembro > 21h
​[concerto]
Diego El Gavi

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coprogramação com o Ponto Kultural  [Mem-Martins] 
no AMAS
- Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
M/6 | 70 minutos aprox.

No dia 5 de setembro, o AMAS – Auditório Municipal António Silva recebe o concerto de Diego El Gavi, em coprogramação com o Ponto Kultural, espaço cultural da Linha de Sintra com o qual o teatromosca
tem vindo a aprofundar a sua colaboração. Nascido em Lisboa e marcado pelos anos vividos em Madrid, Diego El Gavi cruza influências portuguesas e espanholas numa linguagem musical profundamente ligada à cultura flamenca. Entre memória, migração e identidade, o artista transporta para palco uma sonoridade intensa e emocional, moldada pelas experiências que atravessam o seu percurso de vida. 

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19 setembro > 21h
​[concerto]
Tape Junk & Pedro Branco
​+
Ray

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na Antiga Cadeia da Comarca de Sintra
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Sede dos Escoteiros de Sintra - Grupo 93  [Sintra]
M/6

No dia 19 de setembro, a partir das 21h, a antiga Cadeia da Comarca de Sintra — atual sede dos Escoteiros de Sintra - Grupo 93 — recebe uma noite de concertos que começa por nos revelar "Bolero", o último trabalho de
Tape Junk & Pedro Branco que parte de histórias baseadas em factos reais com os ingredientes de um bom blockbuster: corações partidos, um ceticismo pungente, uma esperança embriagada no acaso dos nossos encontros e desencontros. Prova disso terá sido o início desta parceria, entre o trago difícil daquele segundo whiskey e uma amizade que estava à espera de acontecer. 

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A noite contará ainda com uma atuação de RAY, que começou a sua carreira como músico em 2003 e conta com uma extensa discografia, integrando projetos como The Poppers ou Keep Razors Sharp, tendo já colaborado com bandas como Delfins ou The Legendary Tigerman, o que denota a sua versatilidade vocal e artística. RAY virá dar-nos a conhecer o seu álbum mais recente, “Buffalo”, produzido por Paulo Furtado (The Legendary Tigerman), trabalho íntimo e profundo, composto pelo artista com a sua guitarra acústica, instrumento com que se irá apresentar em palco, sozinho, honrando o seu processo de composição. 

Mais do que palco de música, este edifício histórico de Sintra mantém uma ligação profunda à memória cultural sintrense: foi aqui que, em 2003, o teatromosca apresentou “A Última Gravação de Krapp”, de Samuel Beckett, com encenação de Paulo Campos dos Reis, interpretado pelo nosso querido amigo João Miguel Rodrigues.  
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20 setembro > 19.30h
​[DJ SET]
DJ NARCISO, DJ GAVI, DJ MASKARILHA 

no Largo Rainha Dona Amélia - Palácio Nacional de Sintra
coprogramação com o Ponto Kultural [Mem-Martins]
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O festival MUSCARIUM#12 encerra com DJ sets, em coprogramação com o Ponto Kultural, acompanhados por uma “mega-cachupa” oferecida a todos. 

LABORATÓRIOS DE CRIAÇÃO E RESIDÊNCIAS

7 a 11 setembro 
​[laboratório de criação artística -
​performance-instalação/ teatro]
​
CÍRCULO

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pelo teatroàfaca [Lisboa]
na Escola Secundária de Santa Maria [Portela de Sintra]
ENSAIO ABERTO | 11 setembro > 17h

[sobre]
A companhia
teatroàfaca estará a construir uma nova performance-instalação de
playable theatre, criada por Afonso Molinar, procurando aprofundar e dialogar, estética e concetualmente, com as últimas produções da companhia, "TRASH" e "HIGH FANTASY (I’M IN LOVE!)". Partindo de memórias sonoras de uma comunidade em crise, a proposta convida os participantes a criar as regras de um jogo ainda inexistente, onde passado, presente e futuro se cruzam. O projeto explora novas ecologias cénicas participativas, desafiando o público a cooperar, decidir e construir em conjunto o destino da narrativa. Entre instalação, teatro imersivo e gamificação, “CÍRCULO” questiona as formas de convivência, escuta e responsabilidade coletiva numa era marcada pela fragmentação da atenção e das relações humanas. Os ensaios estarão a decorrer na Escola Secundária de Santa Maria, na Portela de Sintra, e terá um ensaio aberto no último dia, às 17h. 

[ficha artística e técnica]
Criação Afonso Molinar | Produção Laura Ribeiro | Banda Sonora Original Steven Gillon | Sonoplastia João Gamory | Cenografia Rita Capelo | Desenho de Luz Show Ventura | Media Partner Antena 2 e CNC / E-Cultura 

INSCRIÇÃO GRATUITA [ensaio aberto]

7 a 20 setembro 
​
​[laboratório de criação artística - artes Visuais]
​
Desenhar Novos SÍMBOLOS do IMAGINÁRIO SINTRENSE​

Fotografia
de Nuno Trigueiros  [Mem Martins]
na Sala dos Archeiros - Palácio Nacional de Sintra [Sintra]
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO | 20 setembro > 19h

[sobre]
​O artista sintrense Nuno Trigueiros realizará um laboratório de criação artística que navegará entras as memórias, as tensões e as linguagens que podemos associar às periferias de Lisboa. A partir de narrativas visuais, símbolos e arquivos afetivos, o projeto transforma o termo “digra” num gesto de afirmação identitária, resistência e criação coletiva. Entre a pintura, a imagem e a expressão multidisciplinar, a proposta cruza território, corpo e memória para propor uma reflexão sobre exclusão, pertença e construção social da marginalidade. Cofundador do coletivo Unidigrazz, Nuno Trigueiros constrói um espaço artístico onde a periferia surge como lugar de cultura viva, união e reinvenção. O artista estará em processo criativo aberto na Sala dos Archeiros, no Palácio Nacional de Sintra, no âmbito do MUSCARIUM#12, com esse “espírito Digra” que convida o público – os visitantes que se cruzarão com a obra e com o artista, de um modo imprevisível, e aqueles que virão, propositadamente, testemunhar o processo - a sentir um território invisível que permanece inscrito nos corpos e nas histórias de quem o vive. 

INSCRIÇÃO GRATUITA [inauguração]

7 a 12 setembro 
​[laboratório de criação artística - teatro]
​
Bordalo & Peixoto

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de Diogo Andrade [Lisboa]
no Ponto Kultural  [Mem Martins]
ENSAIO ABERTO | 12 setembro > 21h

[sobre]
​Diogo Andrade, em colaboração com Pedro Gil, estarão a ensaiar no Ponto Kultural, em Mem-Martins, espaço programado pelo koletivo Unidigrazz, tendo como matéria cénica questões como a amizade, o conflito e a conversa. Enquanto caminham, conduzem e jantam, dois amigos falam sobre pequenas e grandes questões da vida. Divertem-se, zangam-se e fazem as pazes. Depois volta tudo ao mesmo. Diogo Andrade propõe-se a construir um novo espetáculo teatral inspirado em referências literárias e cinematográficas que exploram a relação dialética entre duas pessoas, tendo como base o romance "Amesterdão", de Ian McEwan, "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai, "Bouvard e Pécuchet", de Gustave Flaubert, "Educating Rita", de Willy Russel, ou "My Dinner with Andre", de Louis Malle, e cruzando palavra, pensamento e uma forte dimensão não-verbal na procura de uma linguagem simultaneamente dramática e cómica. Integrado no MUSCARIUM#12, este laboratório acompanha o nascimento de uma criação centrada na intimidade, no confronto e na complexidade das relações humanas. 

​[ficha artística e técnica]
Criação
 Diogo Andrade e Pedro Gil

INSCRIÇÃO GRATUITA

7 a 12 setembro 
​[laboratório de criação artística]
PEDRO ANTUNES
ArtistA 
SELECIONAR POR CONVOCATÓRIA

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Entidades promotoras MUSCARIUM#12  e Clarão [Sintra]
na Casa da Cultura Lívio de Morais [Mira Sintra]
ENSAIO ABERTO | 12 setembro > 11h


[sobre]
Entre 6 de maio e 6 de junho de 2026, decorreu uma convocatória para seleção de um artista ou coletivo que integre pessoas com deficiência e/ou surdas, para realização de um laboratório de criação artística no âmbito do festival MUSCARIUM#12 e do Clarão, festival organizado pela Claraboia. Ao projeto selecionado será ainda atribuída uma bolsa de criação. Este deverá ser liderado/dirigido/criado por um ou mais artistas com deficiência e/ou surdos ou apresentados por coletivos que incluam artistas com deficiência, não sendo obrigatório experiência prévia na realização de trabalhos artísticos. Os projetos, na área das artes performativas, cinema e vídeo, artes plásticas, fotografia, música ou cruzamentos disciplinares, podem ter outros coprodutores ou apoios de outros fundos e poderão estar em qualquer fase de desenvolvimento. Os artistas, de qualquer género e nacionalidade, devem ser residentes em Portugal. Será dada preferência a jovens artistas sintrenses. 

Durante o laboratório, Pedro Antunes irá desenvolver um trabalho em colaboração com o seu irmão, Lukyan Antunes, aprofundando a relação entre som, corpo e espaço através de processos de improvisação e performance. "Asas de Borboleta" parte de uma base musical, e expande-se na criação de uma narrativa que cruza música e teatro, integrando texto e explorando a relação entre músico e ator num formato híbrido de concerto performativo.  O laboratório será também um espaço de experimentação ao nível do vídeo e das projeções, cruzando estruturas definidas com momentos de abertura e improviso. O processo mantém-se flexível, permitindo que o trabalho evolua de forma orgânica ao longo dos dias.  

INSCRIÇÃO GRATUITA

14 a 19 setembro 
​[Residência artística - cruzamentos disciplinares]
Cuerpo Acumulado

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por Ana López Erdozain / Corpo Liminal [Galiza, Espanha]
no AMAS
 - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
Ensaio aberto | 19 setembro > 11h
* No âmbito do Programa ''Atropémonos Bailando''  em parceria com o Colectivo Glovo (Galiza)

Durante a residência artística no MUSCARIUM#12, Corpo Liminal desenvolverá “Cuerpo Acumulado”, um projeto multidisciplinar que cruza a dança contemporânea, a fotografia, o vídeo e a música. A investigação parte da ideia de um corpo marcado pelo tempo, pela memória e pelas expetativas sociais, explorando o vazio como espaço ativo de transformação e emergência de novas fisicalidades. Através da improvisação, da repetição e do
loop, o processo constrói um vocabulário corporal em permanente mutação, em diálogo contínuo com a imagem e as paisagen sonoras. A fotografia e o vídeo assumem um papel estrutural no projeto, funcionando, simultaneamente, como arquivo, ferramenta dramatúrgica e espaço cénico. Esta residência insere-se na parceria estabelecida há 4 anos entre o teatromosca e o Colectivo Glovo, no âmbito do programa de residências artísticas transfronteiriço “Atopémonos Bailando”, dedicado ao apoio à criação contemporânea em dança, promovido pelo coletivo galego.  

INSCRIÇÃO GRATUITA

14 a 18 setembro 
​[laboratório de criação artística - Dança]
ECOS

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pelo Quorum Dance Company [Portugal]
no Conservatório de Música de Sintra [Rio de Mouro]
Ensaio aberto | 18 setembro > 19h

"ECOS", a nova criação de Daniel Cardoso, pretende explorar esta noção do corpo orgânico, fluido, instintivo, verdadeiro e primitivo. E se todas as construções sociais e comportamentais fossem tomadas exatamente como tal? Meras construções, passíveis de ser desconstruídas e reconstruídas sob novos modelos? E, indo mais além, se essa reconstrução rejeitasse qualquer tipo de modelo e tudo o que restasse fossem ecos de uma forma anterior de mover, respirar, ser? O corpo humano é frequentemente moldado e restringido por normas culturais que determinam aquilo que, socialmente, é considerado natural ou não. A vontade do indivíduo pertencer a um grupo leva-o rapidamente a ceder à pressão que o envolve, fá-lo seguir acriticamente as normas culturais e, por conseguinte, limita a sua capacidade de expressão. O ser humano deseja encontrar o seu semelhante, e descarta o que considera ser anormal. ECOS visa espelhar a pressão social sob a qual todos vivemos e estimular uma reflexão sobre os mais básicos instintos humanos – desafiando assim o próprio cariz (in)temporal da expressão “dança contemporânea” e equiparando-a à mais fundamental ideia de liberdade. Desse modo, ao reconectarmo-nos com a noção de que tudo o que o corpo faz é inerentemente natural, talvez possamos libertar as nossas expressões corporais dos constrangimentos culturais e celebrar a verdadeira organicidade do ser humano. 

INSCRIÇÃO GRATUITA

14 a 18 setembro 
​[laboratório de criação artística - TEATRO]
TEORIA DA BOLACHA

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Pelo teatromosca e Hipérion Projeto Teatral
na Escola Secundária de Gama Barros [Agualva-Cacém]
Ensaio aberto | 18 setembro > 16h


O texto de Daniele Aureli, "A Teoria da Bolacha", fala-nos da doença repentina de uma mulher que vive numa pequena localidade perto de uma metrópole repleta de fábricas e incineradoras, onde, por causa do fumo, já não se consegue vislumbrar o azul do céu. Esta será a próxima estreia do teatromosca, fechando um ciclo de criações teatrais para públicos jovens em cocriação com a HIPÉRION Projeto Teatral. Com encenação de Mário Céu Trigo, o projeto que estreará em outubro irá desenvolver-se, ao longo desta semana, num laboratório artístico centrado na experimentação cénica, dramatúrgica e performativa.  Ao longo de uma semana de ensaios abertos para toda a comunidade escolar e pesquisa criativa, a equipa artística encontrar-se-á com alunos, professores e auxiliares de ação educativa, permanentemente, explorando os universos poéticos e concetuais que irão dar forma ao espetáculo. Este período do processo criativo afirma-se como espaço vivo de descoberta, confronto de ideias e construção coletiva entre intérpretes, texto, cena e públicos, aproximando, especialmente, os jovens dos bastidores de uma nova criação teatral. 
 
Último espetáculo do Ciclo "PALAVRAS PARA GATOS E FLORESTAS", coproduzido pelo teatromosca e pela HIPÉRION Projeto Teatral, para o público infantojuvenil, com encenação de Mário Céu Trigo. À semelhança de "Respirar (doze vezes)", de Marie Suel, levado a cena em 2023, ou "Na Floresta Desaparecida", de Olivier Sylvestre, levado a cena em 2025, também o texto de Daniele Aureli será editado na moscaMORTA, projeto editorial do teatromosca, em outubro de 2026, na presença do autor.

INSCRIÇÃO GRATUITA

ESPETÁCULOS
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​[teatro e dança]

10 setembro > 21h
​GOSTO, LOGO EXISTO
​[teatro]

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pela Terceira Pessoa 
10 setembro 
no AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
M/12 | 60 minutos aprox.

Este espetáculo da Terceira Pessoa, de Castelo Branco, parte do livro homónimo de Isabel Meira, para explorar a relação dos jovens com as redes sociais, focando-se na informação e desinformação (fake news). Reflete sobre a transformação das relações sociais e da perceção da realidade devido aos contextos digitais. Cruzando as artes performativas com as artes visuais e digitais, este projeto abre debate sobre o impacto das redes sociais e de como estas plataformas influenciam a perceção da realidade, a comunicação e as relações humanas. O projeto criativo contou com oficinas de pesquisa e experimentação artística com alunos do 3° ciclo da Escola Afonso de Paiva. As experiências vividas e partilhadas nestas sessões – que decorreram entre outubro de 2024 e o início de 2025 – foram o ponto de partida para a criação do espetáculo. Depois de ter estado em residência artística em Sintra, em parceria com o teatromosca, no início de 2025, o espetáculo será agora apresentado no AMAS – Auditório Municipal António Silva, propondo um espaço de reflexão urgente sobre os desafios das novas formas de comunicação contemporânea, especialmente, indicado para os públicos jovens, a partir dos 12 anos. 

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12 setembro > 16h
A Maior Flor do Mundo e as Pequenas Memórias

​[teatro]

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pelo Leirena Teatro [Leiria] 
no AMAS - Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]
M/3 | 50 minutos aprox.

Esta criação do Leirena Teatro cruza teatro físico e visual pop-up com o universo literário de José Saramago. Num espetáculo para toda a família, uma criança percorre a aldeia da Azinhaga em busca de algo maior do que todos os tamanhos, entre memória, imaginação e descoberta. Com música ao vivo de Surma, a encenação de Frédéric da Cruz P. transforma o palco num livro pop-up vivo, poético e sensorial. Coproduzido com a Fundação José Saramago, o espetáculo oferece ainda uma folha de sala inclusiva. Depois de passar por várias cidades e festivais nacionais, chega agora ao MUSCARIUM#12, no dia 12 de setembro, às 16h, no AMAS – Auditório Municipal António Silva, no Cacém, para encantar espetadores maiores de 6 anos. ​

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19 setembro > 16h
O Meu filho é um Urso ou A Fealdade de Abandonar  Mongos

​[teatro]

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pelo Teatro Duas Senas e Born2Fail
no Auditório Acácio Barreiros - Centro Cultural Olga Cadaval [Sintra]
M/16 | 100 minutos aprox.

"O Meu Filho É Um Urso ou A Fealdade de Abandonar Mongos" fala-nos de um nascimento, que ainda não aconteceu, mas que esperamos que venha a acontecer. Este nascimento é daqueles tipo o de Jesus, parece que vem elucidar umas quantas mentes adormecidas e a cheirar a mofo. Não prometemos que essas mentes despertem do seu sono alucinado profundo. A fealdade de abandonar mongos é a celebração do Crip Phenomenon. O Teatro Duas Senas e a jovem companhia Born2Fail juntam-se para contar histórias, carregando, pisando e esmagando a realidade destas histórias nas nossas caras, corpos, ouvidos, olhos e quem sabe… corações! Depois de ter estreado no AMAS - Auditório Municipal António Silva, no Cacém, em junho, o espetáculo apresenta-se agora no MUSCARIUM#12, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

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ENCERRAMENTO DO FESTIVAL

No dia 20 de setembro, o Largo Rainha D. Amélia, em frente ao Palácio Nacional de Sintra, transforma-se num espaço de celebração, encontro e partilha para o encerramento do MUSCARIUM#12, com entrada livre ao longo da tarde e noite, naquela que será a sua última edição, nos moldes em que se apresentou ao longo de 12 anos. Num ambiente festivo e comunitário, o encerramento do festival reúne dança, circo, teatro e música, num mesmo espaço, aberto ao público, ocupando uma das mais belas praças do concelho de Sintra e convertendo-a em palco para a criação contemporânea e também de encontro e celebração. 

20 setembro > 16h
PELAT
​[teatro + dança + circo]

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de Joan Catalá [Espanha]
no Largo Rainha Dona Amélia - Palácio Nacional de Sintra
​Para todos | 45 minutos aprox.

Este espetáculo cruza circo, dança e teatro num dispositivo de interação com o público, ao ar-livre, onde a força, o silêncio e a tensão constroem uma experiência partilhada e imprevisível. Inspirado no trabalho artesanal e na memória familiar do próprio artista catalão, o espetáculo transforma materiais simples e gestos físicos em ação poética coletiva, onde o público também é chamado a construir, literalmente, a obra. Espetáculo imperdível para todas as idades! 

ENTRADA LIVRE

20 setembro > 17h
CARRIPANA
​[teatro + dança]

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pelo LAMA Teatro [Faro] 
no Largo Rainha Dona Amélia - Palácio Nacional de Sintra
​M/3 | 30 minutos aprox.

“Carripana”, da companhia de teatro de Faro, LAMA Teatro, é um delicioso espetáculo itinerante que acontece dentro de uma carrinha transformada em palco, onde o teatro se abre ao espaço público, de forma inesperada e lúdica. Entre a dança, a música e a performance teatral, dois intérpretes percorrem o universo da ligação e do desencontro, numa criação leve, divertida e visualmente inventiva, pensada para todas as idades. 

ENTRADA LIVRE

20 setembro > 18h
TRÏADE
​[dança]

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pelo Colectivo Glovo  [Galiza]
no Largo Rainha Dona Amélia - Palácio Nacional de Sintra
M/6 | 15 minutos aprox.

Uma criação de Esther Latorre e Hugo Pereira que propõe um espaço ritual de encontro feminino onde a dança, a cumplicidade e a memória ancestral se entrelaçam. Inspirada na tríade lunar e na ideia de ciclo — vida, morte e renascimento — esta peça coreográfica pensada para espaços públicos e/ou não convencionais, convoca uma nova genealogia simbólica feita de escuta, riso e ligação entre corpos. O teatromosca volta a acolher em Sintra uma das mais estimulantes companhias de dança da Galiza, o Colectivo, no festival MUSCARIUM#12, ao mesmo tempo que prepara já uma nova cocriação que juntará estas duas estruturas à Orquestra Metropolitana de Lisboa, em 2028. 

ENTRADA LIVRE

ENCONTROS E OUTRAS AÇÕES DE MEDIAÇÃO

5 setembro > 17h
Conversa sobre produção de música na Linha De Sintra
​Com os músicos convidados Diego el Gavi, Mirai, Edvânia Moreno

coprogramação com o Ponto Kultural
no AMAS
- Auditório Municipal António Silva [Agualva-Cacém]

Antes do concerto de Diego El Gavi, convidamos o público a participar numa conversa com músicos de várias gerações da Linha de Sintra, num encontro dedicado às vivências, linguagens e transformações culturais deste território. Integrada no MUSCARIUM#12, esta noite propõe um espaço de partilha entre música, músicos e espetadores.
 
ENTRADA LIVRE [mediante inscrição]

11 setembro > 9.30h
Encontro ASSITEJ Portugal
Associação Internacional de Teatro e Artes Cénicas para Crianças e Jovens

​[encontro profissional com vários convidados]

na Escola Secundária de Santa Maria [Portela de Sintra]
ENTRADA LIVRE [mediante inscrição]

11 setembro > 18.30h
O presente das políticas culturais em sintra
Fórum Comunitário TEIA
+ Jantar Comunitário
​[debate e convívio]

na Escola Secundária de Santa Maria [Portela de Sintra]

Um ano depois do Debate com todos os candidatos às Eleições Autárquicas em Sintra, organizado pelo Fórum Comunitário TEIA, voltamos a convidar todos os partidos para um novo encontro, para fazermos um balanço deste primeiro ano de mandato do atual executivo camarário e para lançar novos desafios para a Cultura no concelho de Sintra. Como sempre, a conversa faz-se à mesa, acompanhada por boa comida caseira. A noite encerrará com um DJ set MOSKITO.

ENTRADA LIVRE [mediante inscrição]

16 setembro > 16.00h
conversa com nuno Trigueiros

A propósito do trabalho em criação 
COM moderação de Cláudia pestana

no Palácio Nacional de Sintra

Mais informações em breve.

20 setembro > 19.30h
MEGA CACHUPA COMUNITÁRIA 

​[comes e bebes]

no Largo Rainha Dona Amélia - Palácio Nacional de Sintra

Tantas vezes recuperámos energias em pleno festival MUSCARIUM com a famosa cachupa da nossa querida Dona Maria e a célebre sangria de frutos vermelhos do Alves. Entendemos que esta será, sem sombra de dúvidas, a melhor forma de nos despedirmos deste formato do MUSCARIUM... com a pança cheia!

gratuito [enquanto houver]

​[PREÇÁRIO]

Espetáculos
7€ | preço unitário espetáculos de teatro.
5€ | preço unitário para espetáculos de teatro para grupos de 4 pessoas ou mais; maiores de 65 anos; menores de 25 anos; desempregados; estudantes; profissionais do espetáculo e pessoas com deficiência. 
2 bilhetes pelo preço de um normal | Aderentes cartão CAES – Cartão das Artes do Espetáculo de Sintra, aderentes Cartão ISIC e aderentes Cartão Bertrand. 

Ensaios abertos 
Entrada livre, limitada à capacidade dos espaços e mediante inscrição em http://teatromosca.bol.pt

Concerto Tape Junk & Pedro Branco + Ray 
12€ | Preço único 

Outras atividades
Entrada livre, limitada à capacidade dos espaços e mediante inscrição em http://teatromosca.bol.pt

[ACESSIBILIDADE]

Acessibilidade física aos edifícios
O MUSCARIUM acontece em diferentes locais. Para uma informação atualizada sobre a acessibilidade física aos espaços de apresentação pedimos, por favor, que nos contactem. 
​

Reconhecimento de palco
As sessões de reconhecimento do palco, espaço de cena e a descrição dos intérpretes, pensadas para espetadores cegos e com baixa visão, acontecem antes de todas apresentações. Aos espetadores interessados, pedimos, por favor, que nos contactem, para assim acordarmos outros detalhes. 

[INFORMAÇÕES E RESERVAS]

Telemóvel | 914 616 949 (chamada para rede móvel nacional)
E-mail | [email protected] 

[FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA]

Direção artística: Pedro Alves e Maria Carneiro | Direção de cena: Pedro Silva | Direção de produção: Inês Oliveira | Técnicos de luz e som: [a designar] | Mediação cultural: Pedro Alves e Milene Fialho | Produção executiva: Amanda Arretche e Catarina Lobo | Fotografia: Catarina Lobo | Gestão financeira: Ana Cláudia Borges | Ilustração: Alex Gozblau | Design gráfico: Rafael Galhardas | Produção: teatromosca

[APOIOS E PARCEIROS]

Parcerias: Adega Viúva Gomes, Alliance Française Lisboa, Associação Portuguesa dos Professores de Francês, Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Casa da Cultura Lívio de Morais, Clarão/Claraboia, Escola Secundária de Santa Maria / Agrupamento de Escolas Monte da Lua, Embaixada de França em Portugal, In Impetus - Escola de Atores, Parques de Sintra, Lycée Français, SMAS Sintra, Museu da Água e Resíduos, 5àSec de Rio de Mouro, Carbobasalt, Holiday Inn Express Lisboa-Oeiras e Wotels | Apoios: União de Freguesias do Cacém e São Marcos, Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, União de Freguesias de Sintra, Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Quorum Ballet, Teatro Nacional Dona Maria II, Jornal de Sintra, Correio de Sintra, Gerador, Shopping Cacém, Europalco, Cabicom, Companhia Portugueza do Chá e Institut Français | Media Partner: Rádio Alta Tensão | Financiamento: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Sintra
Fotografia
HISTORIAL DO FESTIVAL MUSCARIUM
A imagem gráfica criada pelo nosso querido Alex Gozblau — o inesquecível “morto-vivo” que, todos os anos, desperta para deambular por todo o território sintrense — tornou-se símbolo maior desta identidade errante e indisciplinada do festival. Uma criatura, ao mesmo tempo poética e fantasmagórica, que parecia encarnar o próprio espírito do MUSCARIUM: um corpo em permanente mutação, capaz de habitar jardins, adegas, palácios, comboios, quintais privados ou até saltar para cima de telhados. Ao longo destas doze edições, o festival ocupou lugares tão improváveis como o Jardim do Palácio de Monserrate, uma carruagem do comboio da Linha de Sintra, a Quinta da Regaleira, o telhado do Centro Cultural Olga Cadaval ou a Adega Viúva Gomes, em Galamares, para além do AMAS, claro!, sempre com o desejo de aproximar públicos e artistas através de programações únicas, desafiadoras e irrepetíveis. 

Nesta última edição voltamos a fazer uma forte aposta nas residências e nos laboratórios artísticos e nos processos de criação colaborativa. Destacamos, desde logo, o ciclo de residências “Atopémonos Bailando”, desenvolvido em parceria com a companhia galega Colectivo Glovo, parceira recorrente do teatromosca nos últimos anos, no momento em que estas duas companhias se preparam para criar um espetáculo "Umbral", com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que estreará em 2028. Assim, no âmbito do ciclo de residências promovido pelo Colectivo Glovo e pelo teatromosca, será acolhido, em Portugal, um coletivo galego durante uma semana, aprofundando também os laços culturais e artísticos entre os dois territórios. O festival promoverá ainda uma bolsa e laboratório de criação para artistas com deficiência e/ou surdos, desenvolvido em parceria com o Festival Clarão, organizado pela Claraboia, reforçando a dimensão inclusiva que tem, igualmente, marcado o percurso do MUSCARIUM. A programação incluirá residências do TeatroÀFaca, do criador Diogo Andrade, da companhia Quorum Ballet e o laboratório de criação de Onun Trigueiros, do koletivo Unidigrazz, no Palácio Nacional de Sintra. 

Entre os espetáculos programados, podemos encontrar propostas da Terceira Pessoa e do Leirena Teatro, numa edição que vem sublinhar a diversidade de linguagens performativas que foi marca distintiva do MUSCARIUM. Deste modo, a música ocupará um lugar de destaque: logo na abertura do evento, no dia 5 de setembro, o AMAS – Auditório Municipal António Silva, receberá um concerto de Diego El Gavi, antecedido de uma conversa entre músicos de diferentes gerações da Linha de Sintra, com curadoria do koletivo Unidigrazz, com quem o teatromosca tem vindo a aprofundar uma relação de cooperação artística cada vez mais consistente. Já no dia 19 de setembro, a antiga Cadeia da Comarca de Sintra — atual sede do Grupo 93 dos Escoteiros de Sintra, em frente à estação ferroviária — será o palco dos concertos de Tape Junk & Pedro Branco e de RAY. 

Sublinhando a dimensão multidisciplinar e eclética do festival, a abertura oficial terá lugar no dia 4 de setembro, no AMAS, às 21h, com a inauguração de uma exposição de fotografia de Tânia Cadima, em parceria com a HIPÉRION Projeto Teatral, e com a exibição do filme "Entroncamento", de Pedro Cabeleira, um dos fenómenos mais impactantes do cinema português contemporâneo, consolidando em 2026 o seu estatuto de filme de culto pela forma crua e profundamente humana como retrata os subúrbios e o que podemos dizer que são as margens sociais do país. 

O encerramento do MUSCARIUM#12, no dia 20 de setembro, assumirá o tom festivo e comunitário que sempre caraterizou o festival. O Largo Rainha D. Amélia, em frente ao Palácio Nacional de Sintra, acolherá espetáculos do Lama Teatro, do Colectivo Glovo e ainda o surpreendente “Pelat”, do artista catalão Joan Català, numa celebração aberta à vila, a todo o concelho e a todos os seus habitantes, os sintrenses, evidentemente, mas também todos aqueles outros que vêm de fora. Nesse mesmo dia será inaugurada, na deslumbrante Sala dos Cisnes do Palácio Nacional de Sintra, a exposição dos trabalhos de Onun Trigueiros, num estimulante encontro entre património histórico e arte urbana contemporânea. A programação culminará com um dj set com curadoria do koletivo Unidigrazz e a partilha comunitária de uma “mega-cachupa”, que poderá ser visto como derradeiro gesto simbólico de convívio e pertença que resume aquilo que o MUSCARIUM sempre procurou ser: um espaço de encontro. 

Contudo, o fim deste modelo de festival não representa um verdadeiro desaparecimento, mas antes uma metamorfose. Quando muito, enterraremos o MUSCARIUM apenas para o fazer renascer das cinzas. Logo em setembro de 2027, o teatromosca regressará com um novo formato, inteiramente dedicado à Dramaturgia Contemporânea para Públicos Jovens. O MUSCARIUM'27 reunirá oito escritores de diferentes nacionalidades — Portugal, Espanha, França e Canadá — em residências artísticas imersivas realizadas em espaços não convencionais como skateparks, jardins públicos, escolas, bibliotecas ou centros comunitários, procurando aproximar a criação dramatúrgica dos lugares quotidianos das crianças e adolescentes. Para além de debates, mesas-redondas, leituras encenadas, lançamentos de livros e apresentação de espetáculos dirigidos aos públicos jovens, prevê-se ainda a realização de um encontro internacional da associação francesa Les Scènes Appartagées, da qual o teatromosca integra o conselho de administração e que é promotora do projeto “Ler e Dizer o Teatro em Família(s)”. 

Assim, o MUSCARIUM despede-se como nasceu: inquietante e em permanente transformação. O “morto-vivo” desenhado pelo Alex Gozblau poderá, finalmente, descansar, depois de doze anos a assombrar criativamente o concelho de Sintra. Mas como acontece em todas as boas histórias fantásticas, esta morte permitirá apenas uma outra forma de começar. 
[ENG]
The MUSCARIUM festival had its first edition in 2015, as part of the celebrations of the 15th anniversary of teatromosca. Alongside this celebratory theme, the aim was to revitalize a municipal theatre venue, AMAS – Auditório Municipal António Silva, with the regular presentation of national and international shows; to contribute to the formation of audiences in an area with a high population density, but with a scarce cultural offer; to strengthen a network of artistic partners; to revitalize Shopping Cacém, enhancing the economic and social value of the initiative; to promote a space for dialogue between artists and companies, as well as between them and the audiences. We remember the performances 'Juste des Jeux' (France) and 'Os Lusíadas – Viagem Infinita' (Portugal), examples of the international ambition and of the collaboration with local companies present since the genesis of the festival. Currently, the festival hosts activities related to different artistic disciplines in numerous spaces (conventional and non-conventional) throughout the whole municipality of Sintra.
 Since its first year, MUSCARIUM has insisted on the importance of creating meeting spaces for artistic teams, arts professionals, academics, critics, journalists and other spectators, to exchange ideas and experiences on creation, production and management of artistic projects. These informal moments reaffirm teatromosca's responsibility towards its peers and the performing arts ecosystem, in a solidarity-based logic of sharing resources and knowledge, seeking to break down barriers, simultaneously (re)affirming singularities, breaking taboos and overcoming fears, while at the same time recognizing and courageously exploring them. Since 2022, the year in which it obtained the European Quality Label for Notable Festivals awarded by the European Festivals Association (EFA), is, preferably, a space for research, investigation and experimentation, prioritizing artistic residencies, always with moments of rehearsals open to the public and/or public performances, promoting different formats for the encounter between spectators and artistic teams.
With each new edition of the festival, teatromosca has listened to artists and audiences, not only to redesign the program for the following years, but also to permanently redefine the festival's format. That's why... 
2026 will mark the 'burial' of this format of MUSCARIUM, which, in its first life, was a Cycle of Staged Readings of texts previously staged by the company, in celebration of the 10th anniversary of teatromosca, and which, from 2015 onwards, transformed into a performing arts festival. Edition #12 of MUSCARIUM will be the last in festival format. 2027 will bring new things. For now, let's celebrate the performing arts in Sintra, creation, artistic experimentation, artistic residencies, companies and cultural professionals, encounters, audiences, music, dance, spaces, conversations, and diversity. We will 'bury' MUSCARIUM as a performing arts festival with a grand celebration, only to inject new serum, new blood, new ideas, and a new identity into it next year, to haunt the municipality of Sintra with an innovative proposal for decentralized, community-oriented cultural programming, capable of fostering dialogue between diverse audiences and artists/collectives in different spaces and territories. Death to the MUSCARIUM festival! Long live MUSCARIUM!

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